A FLOR DE LÓTUS NO BUDISMO



Sukhí Hôtu! A Flor de Lótus, como todos sabem, é um dos símbolos mais conhecidos no Buddhismo (Budismo), como herança do Hinduísmo, onde vários deuses são representados sentados sobre elas. Há uma estória, atribuída ao Buddha (Buda), na qual ele teria usado essa flor na seguinte comparação: "A flor de lótus forma suas raízes no lodo, no fundo de rios e lagos, onde é frio e a luz do Sol dificilmente consegue alcançar. A flor emite sua haste, que tem que seguir reta e forte, rumo à superfície. Ela enfrenta a correnteza do rio, determinada a chegar ao alto.

Muitas delas, serão devoradas por peixes e tartarugas ou serão arrastadas pela correnteza. Outras, porém, chegam à superfície, ainda em botão, aguardando um pouco mais para desabrocharem e, também, há aquelas que, superando todas as dificuldades, já estão indiferentes ao que acontece abaixo do nível da água. Já estão totalmente abertas, desfrutando da luz do Sol. Segundo este exemplo, também as pessoas são assim. O mundo é a escuridão fria e lamacenta do fundo da água. Temos que subir, em direção à luz, enfrentando perigos. Muita gente vai ser arrastada pela correnteza da vida. Outras pessoas, serão devoradas pelas coisas do mundo, pelas más companhias, pelas más ações e apego. Mas, sempre haverá pessoas que só falta um pouquinho para se abrirem para a luz da Iluminação e aquelas que, finalmente, já estão aproveitando a eterna alegria de terem se iluminado."

O ex-Príncipe Siddharth, segundo a Tradição, foi educado pelos maiores e melhores mestres que o Rei, seu pai, pode contratar. Mesmo assim, em pouco tempo aquela criança já discutia de igual para igual com todos os professores e, logo, sabia mais que todos eles, surpreendendo a todos. Isso é um indício claro de que o ser humano que renasceu como príncipe, naquele pequeno reino onde hoje é o Nepal, já vinha acumulando inteligência e Sabedoria, através da prática buddhista ao longo de muitos e muitos renascimentos. É o que chamamos da prática do BODHISSÁTTA (ou "bodhisattva"), a prática de purificação mental, através do Dhamma (ou Dharma), incansavelmente, por sucessivas vidas. O homem que se tornou O Buddha, o Iluminado Shakya Muni, foi alguém que, na existência como príncipe, encerrou um ciclo de incalculáveis renascimentos, no qual praticou com seriedade e comprometimento, não foi algo do acaso, que aconteceu sem quaisquer antecedentes!

Ontem, infelizmente, mais um "praticante de passagem" optou por deixar nossa Sangha, após uma conversa comigo, na qual se recusou a deixar de adorar "deuses hindús" e se mostrou firme em continuar com fotos de soldados nazistas, bandas satânicas, touca ninja, soco inglês e todo tipo de tolices sujas que não condizem com quem diz que quer seguir o Dhamma. Pela estória acima, vemos claramente a haste da flor de lótus, sendo devorada pelos peixes e tartarugas...

No mesmo dia, como se fosse uma compensação pela "flor devorada", surge o interessante depoimento de outro jovem, com uma surpreendente maturidade e um grande entendimento das Verdades do Buddha! Isso mostra claramente a bagagem kármica que trazemos, de uma existência para a outra, onde nada do que progredimos, nada do que assimilamos de Ensinamento, se perde, se esgota ou esvai quando morremos. Muito pelo contrário! Continuamos, do ponto onde paramos, porque o Dhamma "nos acha", onde quer que estejamos e nossa prática continua, sem perder a força, sem que nada seja perdido ou danificado.

O jovem, que ontem me surpreendeu (e acredito que a todos), não tirou "do nada" o conhecimento que apresentou. Não é possível que, com apenas 18 anos, tenha adquirido tanto conhecimento e maturidade sem qualquer bagagem kármica, de prática do Dhamma em existências prévias.

Isso é extremamente profundo e bom para todos nós! Se, lamentamos quando alguém abandona nossa Sangha, se afasta do Dhamma, resta a esperança de que, do ponto em que largou, em outra vida - próxima ou distante - o Dhamma reencontre essa pessoa e ela possa seguir em sua prática.

Ao mesmo tempo, toda vez que vemos alguém com poucos anos nesta vida, já tem conhecimento surpreendente, é sinal de que todos estamos no caminho certo, de que vale a pena continuar, porque, assim como aconteceu com a flor de lótus que se abriu para o Sol e com o menino Siddharth que abandonou tudo para se tornar O Buddha, nós também fazemos parte dessa incrível trajetória, que nos libertará, mais cedo ou mais tarde, desse maldito Samsara. Só depende de nós!

Fiquem todos em Paz e protegidos!

อาจารย์ สุนนฺโท เทโร Ajahn Sunanthô Therô.

8 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Contatos:

(54) 3244-6027

dragaododharma@gmail.com

Endereço: 

Loteamento Alpes de São Francisco, Rua 3 - 401

São Franciso de Paula, RS - CEP: 95400-000

© 2020 

Criado por Gustavo Pavanello e Thairiny Silva

  • Templo Dragão do Dharma - Facebook
  • Budismo Brasil - YouTube
  • Twitter