A VIRTUDE DA COMPAIXÃO • THE VIRTUE OF COMPASSION

Atualizado: 3 de Nov de 2020



Sukhí Hôtu!

English Version Below


Quando crianças, nossos pais ou quem quer que tome conta de nós, faz tudo para que estejamos bem cuidados. Não precisamos pensar no que comer, nem em que horário. Tampouco decidimos que roupa comprar, onde comprar, de que cor ou quando usar. Simplesmente alguém nos chama e nos veste sem qualquer necessidade de pensarmos ou nos preocuparmos com isso.


Não sabemos nada sobre contas, saldo bancário, estudo, emprego, mercado de trabalho… Somos apenas conduzidos por outras pessoas e assim, embora não saibamos, geralmente somos felizes.

Durante a infância também somos ensinados a fazer coisas. Nossos responsáveis dizem quando devemos ser gratos, quando devemos ficar calados, quando temos que cumprimentar os amiguinhos e as pessoas mais velhas. A isso se chama processo educacional, uma série de regras comportamentais que é dever dos adultos transmitir às crianças, para que cresçam como pessoas prontas para viverem em sociedade.


Há porém, algumas coisas que nem sempre nos são ensinadas pelos adultos e é uma grande benção quando aprendemos desde a infância mas, geralmente acabamos tendo que desenvolver por nós mesmos. São sentimentos, valores morais, virtudes. Uma delas é a COMPAIXÃO.


O Buddhismo (Budismo) enfatiza muito a compaixão e, por isso mesmo, acaba de certa forma se tornando banalizada, como se fosse algo simples de ser praticada, tão simples que podemos deixar para depois, já que a qualquer hora podemos nos tornar compassivos… Será? Não! Não é bem assim. Na verdade, compaixão é algo bem complicado, que deve ter a prática iniciada aos poucos, com muita consciência e profundo comprometimento. Não é numa bela manhã de sol que alguém acorda compassivo e continua assim para sempre. Muito pelo contrário!


Porém, se cada um tiver o firme propósito de praticar, de exercitar a compaixão, da mesma forma que exercitou o uso do garfo e faca, substituindo a colher “de aviãozinho” que alguém levava até nossa boca, Poderemos sim, nos tornarmos realmente compassivos. Mas, como iniciar tal prática? É simples: quantas vezes você se preocupou em ligar para um colega que estava doente e perguntou se a pessoa está se sentindo melhor? Se já fez isso uma ou mais vezes, você já é uma pessoa compassiva em potencial!


E se foi uma prova? Um Enem, um vestibular, um concurso qualquer? A pessoa estava nervosa, insegura, esperançosa de passar… Você alguma vez se lembrou de ligar e perguntar se foi bem sucedida? É nesses pequenos atos, aparentemente bobos, porém tão importantes para O OUTRO, que nós começamos a exercitar a compaixão.


Compaixão é se colocar no lugar do outro, é pensar no outro, é dar ao outro a atenção que gostaríamos de receber e disso, muito pouca gente se lembra. Todos querem receber atenção, querem que os outros se importem, mas muito poucos são os que tomam a iniciativa de realmente pensar no outro.


Se cada um, após ler esta matéria, pensar por alguns minutos em como poderia começar a exercitar a compaixão, com certeza vai achar algum meio simples, eficiente e imediato para isso. O bom desse exercício, é que ele faz bem a nós mesmos e à pessoa que recebeu a prática compassiva. Uma sensação única de que algo correto foi feito, de que beneficiamos a alguém, sem termos que gastar dinheiro ou fazer algo de muito esforço… É assim que se começa a ser compassivo.


“Liguei só para saber se você está bem, porque gosto de você!” “Estou mandando esta mensagem para saber se você passou naquela entrevista de emprego, porque estava torcendo por você!” São coisas tão simples que podem ser imensamente importantes para o outro e, ao tentar, a gente fica vendo o quanto é bom esse exercício de compaixão.


Talvez não possamos fazer algo pelo derretimento da calota polar… Talvez não dê para salvarmos as baleias Jubarte ou a fauna do Pantanal. Mas, se por causa disso, acharmos que não podemos fazer nada por ninguém, isso nos leva a uma situação de comodismo irreal e egoísta. Há muito o que podemos fazer por centenas de pessoas, mas, acima de tudo, é preciso querer começar. Depois de iniciado o exercício da compaixão, tudo vai ficando mais fácil e vemos que nossa vida, assim como as vidas daqueles à nossa volta, vão ficando muito melhores!


Fiquem todos em Paz e protegidos!






As children, our parents or whoever takes care of us, do everything to ensure that we are well taken care of. We don't need to think about what to eat or what time. Nor do we decide which clothes to buy, where to buy, what colour or when to wear them. Simply someone calls us and dresses us up we just don´t need to think or worry about it.


By that time, we don't know anything about accounts, bank balance, study, employment, a job ... We are just led by other people and so, although we don't know it, we are generally happy.


During childhood we are also taught to do things. Our caregivers say when we should be grateful, when we should be silent, when we have to greet friends and older people. This is called the educational process, a series of behavioural rules that it is the duty of adults to transmit to children, so that they grow up as people ready to live in society.


However, there are some things that are not always taught to us by adults and it is a great blessing when we learn from childhood, but we usually end up having to develop for ourselves. They are feelings, moral values, virtues. One of them is COMPASSION.


Buddhism places a lot of emphasis on compassion and, for that reason, ends up becoming somewhat trivialized, as if it were something simple to be practiced, so simple that we can leave it for later, as if at any time we could turn out to be compassionate ... Will we? Not! It is not as simple as that. In fact, compassion is something very complicated, which must have the practice started little by little, with great awareness and deep commitment. It is not on a beautiful sunny morning that someone awakens compassive and goes on like that forever. Quite the opposite!


However, if each one has the firm purpose of practicing, of exercising compassion, in the same way that he exercised the use of a fork and knife, replacing the “little airplane” spoon that someone carried into our mouth, We can, indeed, become really compassionate. But, how to start such a practice? It's simple: how many times have you bothered to call a colleague who was sick and asked if that person is feeling better? If you've done this one or more times, you're already a potentially compassionate person!

What if it was an exam? To apply for University, an admission exam? The person was nervous, insecure, hopeful of being admited ... Did you ever remember to call and ask if s/he was successful? It is in these small acts, apparently insignificant, but so important to THE OTHER, that we begin to exercise compassion.


Compassion is putting yourself into someone else´s shoes, thinking about the other, giving the other person the attention that we would like to get and that, very few people is ready to do. Everyone wants to receive attention, they want others to care, but very few are the ones who take the initiative to really think about the others.


If everyone, after reading this article, thinks for a few minutes about how they could start exercising compassion, they will surely find some simple, efficient and immediate way to do it. The good thing about this exercise is that it is good for ourselves and for the person who received the compassionate practice. A unique feeling that something right has been done, that we have benefited someone, without having to spend money or do anything that requires a lot of effort... That's how you start being compassionate.


"I just called to see if you're okay, because I like you!" "I'm sending this message to find out if you passed that job interview, because I´m here for you!" These are so simple things that they can be immensely important to each other, and when you try, you can see how good this exercise of compassion is.

We may not be able to do any significant thing to stop the melting of the polar cap ... Maybe we cannot save the Humpback whales or the Brazilian Pantanal fauna. But if, because of that, we think we can do nothing for anyone, it leads us to a situation of unreal and selfish comfort. There is a lot that we can do for hundreds of people, but above all, we must want to start. After starting the exercise of compassion, everything becomes easier and we see that our lives, as well as the lives of those around us, are getting much better!

May everyone be at Peace and protected!

Ajahn Sunanthô Therô


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