ADDHA SUTRA: O ENSINAMENTO SOBRE A METADE

Atualizado: 28 de Ago de 2018



Itivuttaka 63


ADDHA SUTRA

O Ensinamento sobre a Metade


Traduzido para o Português em linguagem simples com explicações entre parênteses e comentário por Wù Hai Shifu


“Isto foi dito pelo Bhagaván, dito pelo Arahant, Assim me foi transmitido oralmente (एवं मया श्रुतम्).”

“Há esses três tempos. Quais três? Tempo passado, tempo futuro e tempo presente. Esses são os três tempos.”


“Percebendo em termos de sinais, todos os seres

os interpretam com base em sinais.

Sem os compreenderem completamente, eles

são aprisionados pela morte (e contínuos renascimentos).”


“Mas, quando capazes de compreender completamente os sinais,

alguém não forma um significador.

Tocando a libertação com a mente,

o estado de Paz insuperável,

perfeito em relação aos sinais,

em Paz, desfrutando do estado pacífico (o Estado Mental de Nirváña), judicioso, aquele que desenvolveu a Sabedoria

faz uso de classificações, mas não pode ser classificado.”


MEU COMENTÁRIO: Toda vez que há contato (visual, auditivo, olfativo, palativo, tátil ou mental) com algum objeto dos sentidos – aqui chamados de sinais, a mente se vale de experiências anteriores – as “bases dos sinais”. (veja matéria no Blog sobre as “Portas dos Sentidos”). Quando não temos ciência de que tudo é vazio, impermanente e desprovido de individualidade, deixamos que surja o APEGO no momento do contato. Apego às ideias, apego ao objeto ou apego ao conceito de querer ou rejeitar o “sinal”. Toda vez que há apego, há condição para que continuemos presos ao constante ciclo de renascimentos.

Quando, porém, entendemos que não podemos nos apegar a nada – porque, na verdade nada ou ninguém durará o bastante para ser digno de apego e, com clareza de visão, o contato não faz surgir apego, desenvolvemos na mente, então, a verdadeira Sabedoria – o Estado Mental de Nirváña, livre de todo apego e qualquer conceito de EU e MEU – obtido ainda em vida, que nos liberta para sempre do contínuo ciclo de renascimentos após a morte.


Wù Hai Shifu


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