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(54) 3244-6027

wuhaishifu@gmail.com

Templo Budista

Loteamento Alpes de São Francisco, Rua 3 - 401

São Franciso de Paula, RS - CEP: 95400-000

Agende sua visita nos telefones indicados.

 

Se estiver de passagem pelo local e REALMENTE tiver tempo para sentar e ouvir Ensinamentos sobre Budismo diretamente do Shifu (monge), todos são muito bem-vindos para tocar o sino do portão.

 

Reuniões aos Sábados ou Domingos, a partir das 15h.

Cadastre-se para participar por vídeo, caso não possa comparecer .

BUDISMO E HOMOSSEXUALISMO

Atualizado: 7 de Jan de 2019


Dàjiā hǎo!


Estamos vivendo uma época em que o homossexualismo volta a criar polêmica… Isso parece ser cíclico e, algo que existe desde o início da História da Humanidade, de tempos em tempos ganha destaque exagerado na mídia!

A possível ascenção de Jair Bolsonaro à Presidência da República, com seu discurso homofóbico, o destaque excessivo ao passageiro Pabllo-alguma-coisa, tudo isso faz com que a homossexualidade do ser humano se torne motivo de bate-boca! Até mesmo meu perfil no Facebook vem recebendo alguns pedidos de amizade vindos de homossexuais assumidos...

Mas, se as religiões em geral se posicionam contra o homossexualismo ou, na melhor das hipóteses, veem os homossexuais como dignos de compaixão, como é que o Buddhismo (Budismo) os vê? Tenho certeza que é uma pergunta que desperta bastante curiosidade, mas que nem todo mundo encontra uma resposta objetiva no “Mestre Google” - pelo menos não tão acessível em Português!


O fato é que o Buddha (Buda) NUNCA pronunciou uma única palavra sobre esse assunto e há uma razão muito simples para nunca ter dito nada: não é relevante! Não tem importância alguma! Não há motivo algum para polêmica!

O Buddhismo (Budismo), como muita gente deve saber, surgiu na Índia, quase três mil anos atrás e pode ser considerado como uma ramificação do Hinduismo, uma modificação onde o Buddha (Buda) aboliu dezenas de preconceitos daquela religião, tornando-a mais clara, mais compreensiva e, com certeza, mais abrangente, porque o Buddhismo (Budismo) não discrimina ninguém e está aberto a todos os que queiram seguir os Ensinamentos do Buddha (Buda)!


Essa grande Sabedoria do Buddha (Buda) de não discriminar ninguém, fez com que nunca houvesse qualquer preconceito quanto à sexualidade das pessoas. Na verdade, o que cada um faz dentro de quatro paredes, o que cada um faz para sentir prazer sexual e com quem faz, é um assunto pessoal, uma decisão íntima para a qual o Buddhismo (Budismo) não tem que ter opinião alguma!


Cabe notar, no entanto, que o Ensinamento do Buddha (Buda) é o chamado CAMINHO DO MEIO! Isso quer dizer que os praticantes devem evitar todo tipo de excesso, aqui incluindo a sexualidade – como expressá-la, como vivê-la, como senti-la e demonstrá-la! Na ótica do Buddhismo (Budismo), ninguém precisa cometer excessos em coisa alguma! Portanto, se a pessoa homossexual viver em HARMONIA com a sociedade, levando uma vida sexual discreta, saudável e dentro dos padrões de moral, isso está de acordo com o Caminho do Meio e, portanto, não há nada que incomode ou seja condenável no ponto de vista do Buddhismo (Budismo)…


Por outro lado, se alguém leva uma vida promíscua, trocando de parceiros(as), frequentando a vida noturna, cometendo excessos, se expondo publicamente, com trajes e aparência física que não coincida com o sexo que a pessoa nasceu (homem se comportando de modo afeminado ou mulher masculinizada), tais comportamentos também estão fora do Caminho do Meio e, embora o Buddhismo (Budismo) nada possa fazer além de ACONSELHAR que a pessoa mude, é de se esperar que a pessoa encontre preconceito, violência, reação contrária e até agressões físicas, porque é assim o modo do mundo reagir a tudo o que é diferente do considerado “normal”!


Todo ser vivo que vive em bando – pássaros, peixes, zebras, elefantes e, claro: SERES HUMANOS, quer, intimamente, ser aceito, ser acolhido, ser AMADO pelo grupo onde vive! Ainda que, durante a juventude, sejam normais as reações de rebeldia, de contestação, de revolta contra os padrões sociais, a tendência natural é de que, acalmados os hormônios, a pessoa, de uma forma ou de outra, se enquadre e seja bem recebida na sociedade onde vive!


Porém, se um homem insiste na irreverência, na contestação de se vestir e se comportar como mulher, fazendo questão de mostrar a todos sua homossexualidade, por mais que diga que é feliz dessa forma, é de se prever que, intimamente, viva um conflito interno, porque, como já disse, todos querem ser aceitos pelo grupo social onde vivem e ninguém gosta de sair pela rua ouvindo xingamentos, gracinhas e ameaças de agressão…


Assim sendo, no ponto de vista do Buddhismo (Budismo), embora não haja qualquer conceito de pecado, de discriminação ou condenação, se perguntado a respeito, eu, como monge, só posso orientar a pessoa a repensar sobre seu comportamento e decidir se é realmente necessário tornar tão explícita a homossexualidade, ou se seria melhor buscar um enquadramento social e deixar a sexualidade se expressar apenas na intimidade das quatro paredes.


Fiquem todos em Paz e protegidos!


Wù Hai Shifu

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