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(54) 3244-6027

wuhaishifu@gmail.com

Templo Budista

Loteamento Alpes de São Francisco, Rua 3 - 401

São Franciso de Paula, RS - CEP: 95400-000

Agende sua visita nos telefones indicados.

 

Se estiver de passagem pelo local e REALMENTE tiver tempo para sentar e ouvir Ensinamentos sobre Budismo diretamente do Shifu (monge), todos são muito bem-vindos para tocar o sino do portão.

 

Reuniões aos Sábados ou Domingos, a partir das 15h.

Cadastre-se para participar por vídeo, caso não possa comparecer .

BUDISMO E A SITUAÇÃO DOS REFUGIADOS



Dajia hao!


No dia 20 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Refugiado. A situação dos refugiados já se tornou uma verdadeira epidemia e o movimento migratório dessas pessoas já é o maior na História da Humanidade. São milhões de pessoas que, por diversos motivos, deixam suas terras natais para tentarem, desesperadamente e a qualquer custo, chegar a outro país e lá recomeçarem a vida.


O QUE É UM REFUGIADO?


Considera-se como refugiado alguém que, por alguma razão, não mais encontra segurança, tranquilidade e condições para continuar vivendo onde está! Perseguição do governo por discordância política, discriminação e intolerância por motivos religiosos ou de sexualidade, guerras cruéis, muitas são as razões para a pessoa se ver desprotegida e ameaçada no próprio local onde nasceu e se criou, a ponto de largar tudo e partir, num mergulho no escuro, em busca de alívio para suas angústias.


John Lennon, em sua canção “Imagine”, conhecida por todos, sugeriu que imaginássemos um mundo onde caíssem todas as fronteiras e os países se tornassem um único mundo, sem qualquer divisão. Passaram-se os anos, desde que o ex-Beatle escreveu a canção e o que vemos é a distância cada vez maior de que esse sonho se torne real. O mundo está cada vez mais dividido, protecionista, preconceituoso e discriminador. Muitos países com imenso território disponível, fingem não ver a dramática situação dos refugiados, enquanto que outros, já com sérios problemas de desemprego, se esforçam para distribuir com seus vizinhos de fronteira a massa humana que aporta em suas praias, com fome, sede e desidratação e hipotermia!


Não há como forçar um país a receber refugiados, não há como impedir que refugiados tentem entrar em outros países… Isso é um grande dilema, uma situação que parece não ter solução. No meu ponto de vista, enquanto monge da Tradição Theravada, só posso dizer que todos devemos, na medida do possível, compartilhar o que for preciso, o que estiver ao nosso alcance para aliviar a inquietação mental dos refugiados. Não estou aqui sugerindo que alguém receba um refugiado para morar em casa, mesmo que muita gente já tenha feito isso! Sei que nem sempre é uma medida viável! Por outro lado, todos nós podemos ajudar de alguma forma – dando aulas de português, por exemplo. Fazendo doações financeiras ou de alimentos aos locais destinados à acolhida de refugiados. Visitando esses locais, dando simplesmente atenção, carinho, conforto em palavras ou até mesmo explicações sobre a vida na cidade onde o refugiado pretende morar.


Quando há boa vontade, quando há intenção real de ajudar, sempre é possível fazer alguma coisa. Se sentir totalmente incapaz de ajudar ou pensar que isso não é assunto nosso é um grande erro – a omissão – e deve ser evitado!


A situação dos refugiados não está acontecendo em um mundo distante do qual não fazemos parte, mas sim em toda parte do nosso mundo, um mundo globalizado onde o que acontece no Japão, pode refletir na cidade mais interiorana de nosso país, creiam ou não!


Peço a todos que reflitam sobre esta matéria e pensem em meios hábeis de diminuir, mesmo que só um pouco, o sofrimento dessas pessoas que são tão humanas quanto nós e que estão numa situação na qual cada um de nós, um dia, poderá se encontrar!


Fiquem todos em Paz e protegidos!


Monge Wu Hai Shifu

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