FAKE NEWS



Sukhí Hôtu!


Sem que nos apercebêssemos, duas palavras do inglês passaram a fazer parte de nosso dia a dia: "Fake News". Até bem pouco tempo atrás, nem mesmo pessoas que convivem com o idioma inglês ouviam ou utilizavam esse termo e, de repente, ele está na mídia e na boca do povo, infelizmente, na boca e nas mãos compulsivamente ágeis de quem deveria só dizer a verdade, como suposto líder da Nação e um dos maiores divulgadores de falsidades e ignorância alarmista.


Fato é que se tornou complicado acreditar em qualquer coisa. Os noticiários da TV, os jornais, tudo se tornou passível de ser falso e as pessoas meio que se dividiram em dois times - igualmente céticos e incapazes de pensar - onde acreditam somente no que seus líderes dizem e sem qualquer nível de reflexão, questionamento ou dúvida.


O Buddhismo não é uma religião, portanto, não tem qualquer tipo de dogma, nenhuma forma de fé cega. Muito pelo contrário! Em uma das mais conhecidas Escrituras Buddhistas, o "Kálama Sutta", o Buddha nos assegura o direito de duvidarmos até mesm das palavras dele e só seguirmos aquilo que pudemos comprovar, na prática, no dia a dia, antes de sairmos por aí praticando coisas, só "porque o Buddha disse".


Ao mesmo tempo, nesse mundo de tanta incredibilidade, um buddhista, desde que seja sério e comprometido realmente com o Dhamma (o Ensinamento do Buddha), tem a seu favor um excelente argumento: Buddhistas jamais mentem! - O Quarto dos Cinco Preceitos que alguém deve seguir ao se tornar buddhista, garante que nós não façamos mau uso das palavras, o que, obviamente, inclui não mentir, não usar de linguagem ilusória, não espalhar boatos e aí estão proibidas as tais "fake news" que tanto causam prejuízo e insegurança à sociedade moderna.


Chega a ser engraçado quando alguém, por desconhecimento ou força do hábito, após ouvir algo que eu disse, pergunta: "Jura??" ou "Sério??" quem tem um orientador ou amigo seguidor do Buddha, não precisa desse tipo de confirmação do que está sendo dito. Nossa palavra é sempre verdadeira e isso é muito bom! Vejam o que disse sobre confiabilidade, o grande mestre do Buddhismo atual, a quem tive a felicidade de conhecer pessoalmente, na Ásia, o Venerável Ajahn Phra Thêp Jayasāro ("djayassárôo"). Confiram!


Ajahn Sunanthô


"Atualmente, parece haver muita controvérsia em todo o mundo sobre tantas questões importantes. Muitas vezes não temos tempo ou recursos para fazer julgamentos confiáveis ​​sobre onde a verdade pode realmente ser encontrada.


Existem, no entanto, certos critérios simples que podemos aplicar para determinar o quão confiáveis ​​são as pessoas que estão tentando nos persuadir sobre um problema. Aqui estão três:


1. Até que ponto eles mostram uma confiança absoluta de que estão certos? Como meu mestre costumava dizer, o sábio nunca esquece a verdade da incerteza. Pessoas que estão apaixonadamente convencidas de coisas das quais não têm experiência direta e são surdas a qualquer contra-argumento, devem ser tratadas com cautela. Reconhecer humildemente os limites e possíveis erros na própria posição é um sinal de inteligência e integridade.


2. Como eles se referem às pessoas de quem discordam? Eles os desacreditam ou demonizam? Aqueles que presumem que todos os que se opõem a eles são fracos, estúpidos, sofreram lavagem cerebral ou então motivados por contaminação, não merecem confiança. Dispensar oponentes devido à incapacidade de sentir empatia por pessoas de crenças e opiniões diferentes é uma fraqueza séria.


3. Eles tentam manipular suas emoções? Eles usam palavras que procuram desencadear seus desejos, medos, ansiedades ou inseguranças por exemplo, ou seu orgulho, seus preconceitos, sua pena, sua lealdade, a fim de sustentar seus argumentos. Nesse caso, eles não são confiáveis.


Pessoas indignas de confiança nem sempre estão erradas sobre assuntos importantes, mas na maioria das vezes estão."


- Venerável Ajahn Phra Thêp Jayasaro


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