• Fǎ Lóng Sì - Facebook
  • Fǎ Lóng Sì - YouTube
  • Fǎ Lóng Sì - Instagram

(54) 3244-6027

wuhaishifu@gmail.com

Templo Budista

Loteamento Alpes de São Francisco, Rua 3 - 401

São Franciso de Paula, RS - CEP: 95400-000

Agende sua visita nos telefones indicados.

 

Se estiver de passagem pelo local e REALMENTE tiver tempo para sentar e ouvir Ensinamentos sobre Budismo diretamente do Shifu (monge), todos são muito bem-vindos para tocar o sino do portão.

 

Reuniões aos Sábados ou Domingos, a partir das 15h.

Cadastre-se para participar por vídeo, caso não possa comparecer .

KASIBHARADVAJA SUTRA



HéZhang! Dajia hao!


Desde sempre, muito antes de eu deixar o Brasil para meu treinamento na Ásia, ouço das pessoas que MONGE NÃO FAZ NADA, monge PASSA O DIA TODO MEDITANDO e quer ser sustentado por quem "rala" o dia todo!


Na mentalidade ocidental, sempre tão cheia de certezas e transbordante de conceitos imutáveis, a visão de alguém que deixa os excessos de consumismo para se dedicar ao cultivo da mente é, na verdade algo muito estranho! Naturalmente, isso parece um oportunismo, um escapismo da realidade, para viver às custas da ingenuidade alheia...


Na verdade, essa mentalidade não é nova, não é fruto do capitalismo voraz da nossa sociedade, nem da malandragem brasileira, onde todos dão um jeitinho para viverem "de boa", explorando quem tem boa-vontade e acredita em picaretas. Desde os tempos do próprio Buddha a vida monástica já tinha quem achasse que era enganação!


Na verdade, nos monges, quando sérios e realmente comprometidos com nosso ideal de vida, fazemos BEM mais do que as pessoas imaginam! Não passamos o dia todo meditando, até porque as próprias condições de vida por aqui não nos permitem... Temos, como qualquer pessoa, que lavar, cozinhar, planejar o dia, fazer supermercado, pagar contas e tudo aquilo que todo mundo faz. A diferença é que, ALÉM de tudo o que as pessoas convencionais fazem, ainda temos que ter tempo para SERMOS MONGES! Temos que estar sempre atualizados em nossos estudos e nos fatos do dia a dia... Temos que acompanhar os devaneios do mudo, para sermos capazes de orientar as pessoas que nos procuram, cheias de dúvidas e distorções! Temos que traduzir Escrituras, interpretar textos com Ensinamentos, introduzir o Buddhismo da melhor forma possível de acordo com a capacidade e expectativa de cada um que vem a nós... Por ser no local onde estamos e por não termos carro para dirigir e ir ao escritório, isso não faz de nosso trabalho menos valoroso que os demais!

Para que vocês entendam o quanto o preconceito sobre a vida de um monge é antigo, segue aqui um Sutra, mostrando o que o próprio Buddha vivenciou!


KASIBHARADVAJA SUTRA

O Ensinamento para o Lavrador Kasibharadvaja

(Traduzido do Inglês por Rev. Wuhai Shifu)


Assim me foi transmitido oralmente...

Certa vez, o Buddha estava na aldeia de Êkanala, em Magadha. Tinha chovido e estava na época do plantio. No início da manhã, quando as folhas ainda estavam molhadas de orvalho, o Buddha foi para o campo onde Kasibharadvaja, um brâmane (da casta dos Sacerdotes do Hinduísmo) e fazendeiro, tinha quinhentos arados no trabalho.


Quando o Buddha chegou, era a hora do brâmane distribuir comida para os trabalhadores. O Buddha esperou por sua comida, mas quando o fazendeiro o viu zombou dele e disse: "Eu aro e semeio, e arando e semeando, eu como. Oh monge, você também deve arar e semear, e depois de ter lavrado e semeado, você merece comer."


"Oh brâmane, eu também aro e semeio", respondeu o Buddha. "E tendo arado e semeado, eu como."

O brahmin intrigado disse: "Você afirma que ara e semeia, mas eu não vejo você arando".

O Buddha respondeu: "Eu semeei confiança como sendo as sementes. Minha disciplina é a chuva. Minha Sabedoria é meu jugo e arado. Minha modéstia é a cabeça do arado. A mente é a corda. A atenção é o arado e o aguilhão. Eu sou contido em atos, palavras e alimentação. Faço minha renúncia com veracidade. A felicidade que tenho é minha libertação da inquietação mental. Com perseverança eu carreguei meu jugo até chegar ao Nirvana. Assim eu trabalhei na minha lavoura. Isso traz o fruto de imortalidade. Por arar assim, a pessoa escapa de todo tipo de inquietação mental ".

Depois dessa explicação, o brâmane percebeu seu erro e disse: "Que o Venerável Gautam coma o leite-arroz! O Venerável Gautam é um fazendeiro, já que suas colheitas dão os frutos da Imortalidade!" Assim dizendo, o brâmane encheu uma tigela grande com arroz de leite (comida servida somente aos ricos, nobres e reis) e a ofereceu ao Buddha.

O Buddha recusou a comida, dizendo que não podia aceitar comida em troca de seus Ensinamentos.

O brâmane caiu aos pés do Buddha e pediu para ser ordenado na ordem dos monges (Mahá Sangha). E não muito tempo depois, Kasibharadvaja tornou-se um arahant (um iluminado).


Fiquem todos em Paz e protegidos!

7 visualizações