NÃO ESTÁ NOS LIVROS!

Atualizado: Abr 21



O Buddhismo está fundamentado num tripé imaginário, que chamamos de Jóia Tríplice. São como pilares que sustentam o Ensinamento do Buddha, durante esses quase 3 mil anos desde que ele deixou este mundo.


Os Três Pilares ou Três Joias são: o próprio Buddha (Buda) (o ex-Príncipe Siddharth), o Dharma (o Ensinamento deixado pelo Buddha) e a Sangha (a Comunidade Buddhista (Budista), formada por monges e leigos seguidores do Buddhismo (Budismo)).


O Buddha morreu! Não nos vê, não nos ouve, não sabe quem somos ou como levamos nossa vida. Não vai voltar, não vai “reencarnar” nem renascer nunca mais, portanto, não pode fazer mais nada por nenhum de nós. Tampouco rezamos para ele nem podemos barganhar favores para conseguirmos o que queremos com a ajuda dele. Quando fazemos oferendas à imagem do Buddha, não estamos praticando idolatria nem rezando para ele, mas sim demonstrando respeito e gratidão ao maior de todos os Seres Humanos, o mais Sábio dos Mestres que já existiu neste planeta! Nossa atitude é de humildade diante de tanta Sabedoria, paciência e generosidade de alguém que, durante quarenta e cinco anos, se dedicou a ensinar a todos os que o procuraram, sem jamais cobrar algo como retorno.


O Buddha nos deixou o DHARMA, a descoberta que fez após seu processo de Iluminação, quando sua mente atingiu o Estado Mental do NIRVÁNA, a libertação total de toda forma de apego. Esse Dharma não foi algo inventado por ele, mas algo que sempre existiu, a Lei Universal, a que rege todos os fenômenos de transformação do Universo e sempre esteve diante de nós, mas só o Buddha entendeu plenamente, decodificou e nos deixou completamente explicada, para que todas as gerações da Humanidade possam entendê-la corretamente. É esse Dharma o nosso tesouro! É a compreensão do Dharma, o objetivo da prática buddhista, para que possamos, também nós, nos libertarmos, do mesmo modo que nosso Grande Mestre fez. O Dharma não é uma doutrina, não é uma crença religiosa, não precisa de FÉ ALGUMA para o entendermos e praticarmos! Muita gente lê sobre o Dharma, fala sobre o Dharma como se fosse um grande mestre. Pouca gente, porém, realmente vê o Dharma, observa o Dharma, contempla o Dharma e assimila suas lições! É por não vermos o Dharma corretamente que nos inquietamos, nos tornamos ansiosos, sofremos e nos deprimimos! O Dharma é, portanto, o Segundo Pilar do Buddhismo, a segunda das Três Joias Tríplices.


A Sangha é a Comunidade Buddhista. Ela se divide em MAHÁ SANGHA, que são todos os monges de todas as Tradições Buddhistas, de todas as ramificações. E a Sangha de Leigos, as pessoas que não vestem mantos, não raspam a cabeça, não moram em mosteiros mas, ainda assim, levam suas vidas, solteiras ou formando famílias, trabalhando no dia a dia, mas com o grande diferencial que é regularem suas vidas pelos Cinco Preceitos do Leigo Buddhista, que o Buddha estabeleceu. Os monges orientam os leigos, estudam a fundo os Ensinamentos, protegem o Dharma e o transmitem aos leigos. Dedicam a vida a estudarem a fundo o Dharma para que possam sempre orientar aos leigos. A nós monges, cabe aconselhar, orientar, esclarecer, dar exemplo e proteger os leigos para que vivam de acordo com o Dharma, o Ensinamento do Buddha.


Aos leigos, por sua vez, cabe dar apoio aos monges, dar abrigo e proteção aos monges, fazer doações de tudo o que for necessário para que a Comunidade de Monges possa viver com o mínimo de conforto, dignidade e Paz para que continuem se aprofundando no Dharma. Por isso, fazer doações a um ou mais monges não é uma esmola ou caridade por pena do monge, mas sim uma TROCA em benefício comum! Quanto menos preocupado com as necessidades da vida, mais um monge vai ter tempo e tranquilidade para se aprofundar nos Ensinamentos que vai transmitir aos leigos como RETRIBUIÇÃO PELAS DOAÇÕES QUE RECEBEU DELES.


Assim o próprio Buddha estabeleceu sua Comunidade e é assim que ela deve continuar, já que foi um Iluminado que a idealizou, perfeita, imutável, prosseguindo através dos séculos, sem qualquer necessidade de que passe a ser diferente! Para terminar, vejam o que disse o Venerável Ajahn Chah (“adjáan tcha”), grande mestre da Tradição Theravada, a mesma à qual pertenço, sobre como as pessoas estão distantes do Dharma! Confiram!


“O Buddha queria que nós contatássemos o Dharma, mas as pessoas apenas contatam as palavras, os livros, as Escrituras. Isso é fazer contato com coisas “sobre” o Dharma e não contatar o Dharma real, como ensinado pelo nosso Grande Mestre. Como as pessoas podem dizer que estão praticando corretamente o Buddhismo, se fazem só isso? Elas estão muito distantes do Buddhismo.”


Fiquem todos em Paz e protegidos!


Monge Sunanthô Bhikshú



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