NEM SEMPRE DEVEMOS FALAR...

Atualizado: 28 de Ago de 2018


Nem Sempre Devemos Falar...

Dàjiā hǎo!


Nós, seres humanos somos bastante estranhos em muitos aspectos. Somos, por exemplo, faladores compulsivos, ficando atrás somente dos papagaios, caturritas e outros pássaros. Falamos muito mais que o necessário, numa verdadeira “verborragia” quase sempre desastrosa!

Nos esquecemos ou preferimos não lembrar que os grandes mestres da história pouco falavam, mantendo o silêncio absoluto, a menos que tivessem algo realmente importante a ser dito. O Buddha, por exemplo, muitas vezes respondia questões complicadas com um simples sorriso ou até mesmo com o silêncio absoluto, tanto para concordar quanto para discordar.


Se pensarmos sobre as coisas que dizemos, veremos o quanto desperdiçamos palavras. Elogiamos pessoas das quais nem gostamos, falamos da vida alheia, perdemos horas valiosas, que poderiam ser usadas para meditar ou ler sobre o cultivo mental. Em nome da vida em sociedade, as pessoas se reúnem para consumir álcool e, movidas por ele, matraqueiam ainda mais, dizendo tolices, sem controle algum das palavras que usam.


Há situações onde o que dizemos, ainda que sério e verdadeiro, também não deve ser dito. Muitas pessoas são incrédulas e, falar com elas ou não, dá no mesmo, já que realmente não vão acreditar em nossas palavras.


Alguns exemplos? – Vamos lá! Um mês após a Iluminação, o Buddha saiu pela estrada, andando a caminho do lugar onde estavam seus ex-companheiros de prática. Durante a caminhada, veio em sentido contrário um praticante de alguma seita e, percebendo a intensidade da presença do Buddha, perguntou: “Amigo, quem é seu mestre e quem é você?” Usando de total sinceridade, o Buddha respondeu: “Sou Mestre de mim mesmo. Sou o Buddha, iluminado por esforço próprio, sem auxílio de ninguém!” Incrédulo, o interlocutor simplesmente balançou a cabeça e seguiu seu caminho. As palavras verdadeiras do Buddha, simplesmente foram desperdiçadas.


A incredulidade também foi mais forte que a presença de Jesus Cristo, quando, na cruz, antes de morrer, foi indagado pelo “Mau Ladrão”, também crucificado, que perguntou: “Se você é mesmo o Filho de Deus, por que não manda que um exército celestial venha salvar você da cruz?” Ora, filho de deus ou não, Jesus Cristo, em sua trajetória, já havia dado inúmeras demonstração de seu poder mental, portanto, não cabia ali nenhuma situação de incredulidade!


Há pessoas que afirmam terem sido abduzidas por alienígenas, as que juram que falam com espíritos, com a Virgem Maria etc. todas, falando a verdade ou não, são vítimas do mesmo ceticismo, chamadas de loucas, de impostoras ou de hereges... Portanto, se, mesmo quando temos certeza do que dizemos, somos expostos ao ceticismo e rejeição (Galileu que o diga!!), se não podemos provar a veracidade de nossas palavras, é melhor ficarmos calados a nos basearmos na triste certeza de que, anos após termos ardido na fogueira da incredulidade humana, alguém dirá: “É... Ele estava certo, mas não acreditamos...”


Fiquem todos em Paz e protegidos!


“Ninguém tem tão pouco a ponto de não poder doar nada. Toda e qualquer doação é fundamental para a continuidade de minha missão no Brasil – informe-se sobre como colaborar.”


Wù Hai Shifu

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