O DIA DA NÃO-VIOLÊNCIA


Sukhí Hôtu!


Hoje, 2 de outubro, é o Dia Internacional da Não-Violência. A data, nem mencionada no Brasil, nos dá a falsa sensação de que é algo desconhecido, distante, que nada nos afeta quando, ao contrário, estamos entre os países mais violentos e perigosos do mundo.


Morre mais gente em nosso país do que nas grandes guerras que estão, neste exato momento, acontecendo pelo mundo, como na Síria – por exemplo. Ainda assim, as pessoas continuam como que anestesiadas, entorpecidas, apáticas!


Fala-se hoje em armamento, como se fosse algo normal que cada pessoa pudesse ter uma arma, como se fosse um celular ou uma calculadora.


Há vários tipos de violência. Todas igualmente perigosas. A violência de ter a segurança do lar interrompida por uma bala perdida, a violência de sair na rua e ter a bolsa ou a mochila levadas em um assalto a mão armada, a violência de um tiroteio entre policiais que, despreparados, fazem tudo o que podem para combater as cada vez mais armadas facções de traficantes, a violência da criança que, brincando, pegou a arma do pai, “tão bem escondida” na gaveta e atirou em si mesma ou matou o coleguinha, a violência do crime passional, da mulher ou marido enfurecidos e cegos de ciúmes que acaba num tiro que causa arrependimento depois, mas não traz de volta a pessoa que morreu baleada…


Essas são as violências armadas, mas também temos que nos lembrar e refletir muito sobre a violência verbal, aquela que está cada vez mais presente no anonimato da telinha, onde as pessoas se ofendem, se agridem, ferem umas às outras com suas palavras duras e sujas e se sentem bem, porque descarregaram sua munição de ódio verbal.


Não é violento somente quem dá um tiro de revólver. É violento quem está sempre pronto para ofender, para ferir e magoar aos outros. Na aparência de bom cidadão, na desculpa de ser a favor da moral e bons costumes, no disfarce de ser defensor da família e da religião, cada vez mais vemos agressores, violentos e covardes, humilhando pessoas, incitando o ódio, propagando o medo e a ansiedade.

Tudo isso, meus caros, deve ser cuidadosamente pensado, se não sempre, ao menos nesta data específica e mundial, na qual o mundo todo deveria se comprometer a não praticar ato algum de violência. Se isso acontecesse, ainda que saibamos que não vai, já seria um enorme BOM KARMA praticado e, todo bom karma coletivo é de imensa importância para o bem do planeta!


Fiquem todos em Paz e protegidos!


Ajahn Sunanthô Therô

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