O MONGE, O ORIENTADO E O DHARMA

Atualizado: Jul 23



Vivemos num país onde é frequente que os alunos deixem as salas de aula para irem trabalhar e ajudar a botar comida na mesa. Também vemos jovens perderem suas vidas para o tráfico de drogas, abandonando suas famílias e até emprego, porque dá mais lucro trabalhar para o traficante.


Uma realidade triste e que poderia ser evitada se a base da formação ética e moral da pessoa fosse mais sólida, mais consistente. O apelo dos bens materiais fala mais alto que o cultivo dos valores reais. O fato é que a pessoa se perde… Lamentam a família, o professor, a sociedade, o mundo, num efeito dominó!


Um monge não é um religioso. Não tem a missão de mostrar qualquer deus ou religião para as pessoas. O religioso aponta o caminho para o divino e mantém a pessoa naquela direção, para que o divino salvador se encarregue do resto. Não entro aqui na questão de ser fácil ou difícil o trabalho do religioso – não é o objetivo desta conversa – apenas é diferente do trabalho do monge. Como o Buddhismo (budismo) não é uma religião e isto já foi mostrado em minha postagem anterior aqui no site, nós monges não temos compromisso algum com algo divino, o que aumenta em muito nossa relação com a moral, a ética, o cultivo da Purificação Mental por esforço próprio! O orientado por um monge, espera a ajuda dele para seguir o Dharma (o Ensinamento do Buddha (Buda)) da melhor maneira possível, do modo mais claro e objetivo que o monge possa explicar o que o Buddha nos ensinou.


Assim como o professor lamenta quando um aluno promissor abandona a sala de aula, também o monge (de verdade, não o picareta!) lamenta a cada vez que nota alguém se afastando do Dharma, “sugado” pelos afazeres do mundo – sejam eles excesso de trabalho ou simplesmente futilidades atraentes.


O Dharma não é uma doutrina religiosa, é o fundamento de uma vida organizada, saudável, ética, pura, confiável e, por isso tudo, capaz de operar transformações profundas na vida de quem o segue com disciplina e conscientemente. É um erro pensar que, em função das atividades da vida diária, podemos deixar o Dharma para segundo plano e um dia retornamos a ele! A ruptura na prática, por mais temporária que o praticante pense que vai ser, causa um dano irreparável e extremamente arriscado! Isso porque o mundo é atraente, envolvedor, quase que hipnotizador e, quando a pessoa menos notar, já abandonou a prática buddhista, de modo irreversível.


Ao monge, cabe lamentar mas, como não somos nós os salvadores nem nos foi dada a missão de carregar nos ombros o praticante – é tarefa exclusivamente dele – após alguns chamados e tentativas de trazer a pessoa de volta ao Dharma, quando não temos sucesso, só nos resta mesmo deixar a pessoa se afastar, esperando que um dia regresse à prática.


Quem não faz do Dharma uma prioridade na vida, sempre vai correr o risco de se perder no caminho.


Fiquem todos em Paz e protegidos!


Monge Sunanthô Bhikshú



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