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(54) 3244-6027

wuhaishifu@gmail.com

Templo Budista

Loteamento Alpes de São Francisco, Rua 3 - 401

São Franciso de Paula, RS - CEP: 95400-000

Agende sua visita nos telefones indicados.

 

Se estiver de passagem pelo local e REALMENTE tiver tempo para sentar e ouvir Ensinamentos sobre Budismo diretamente do Shifu (monge), todos são muito bem-vindos para tocar o sino do portão.

 

Reuniões aos Sábados ou Domingos, a partir das 15h.

Cadastre-se para participar por vídeo, caso não possa comparecer .

O PORQUÊ DO BUDISMO NÃO SER UMA RELIGIÃO



Dajjia hao!


Quaisquer que sejam as religiões do mundo, todas tiveram início com algum tipo de fundador, de líder que tomou as rédeas para guiar seu povo, com alguma forma de regulamentação, de codificação de alguma mensagem atribuída a deus, para manter esse povo sob controle.

Moisés, ao retirar do Egito milhares de hebreus oprimidos, os guiou pelo deserto, prometendo a eles um mundo novo e, ao descer do Sinai, com as Tábuas da Lei, apresentou ao povo 365 MANDAMENTOS, dos quais os chamados Dez Mandamentos são apenas os principais. Como a própria palavra diz, mandamentos são ordens, no caso, atribuídas a deus e sujeitas a CASTIGO, punição divina, se não foram cumpridos à risca! Tais ordens formaram o judaísmo e séculos depois, dele saíram o cristianismo e o islamismo. O primeiro foi uma tentativa de codificar uma mudança dos ensinamentos judaicos, através de escritores, chamados de evangelistas (Mateus, Marcos, Lucas e João) que, com seus diferentes pontos de vista, supostamente relataram por escrito a vida de Jesus Cristo. Já no islamismo, o Profeta Mohammed afirmava entrar em êxtase e nesses transes fazia contato direto com deus (Allah) que lhe revelava as leis divinas para ele unificar e dirigir sob o medo do castigo de Allah, todas as tribos de nômades daquela época. O Al-Quran, o livro sagrado dos muçulmanos e a codificação de uma lei religiosa e, quem o lê, vê claramente que sua base é o medo de ser punido por deus. Nada há de errado nisso! Eram épocas diferentes, onde sobreviver ou morrer dependia diretamente do saber ou não usar a espada. Povos que constantemente invadiam uns aos outros, violentando mulheres, escravizando uns aos outros… Era preciso que o tal deus, fosse ele real ou imaginário, falasse sério com o povo, ou não seria respeitado e seguido!

O hinduísmo, o Taoismo, o Xintoísmo, religiões menos conhecidas no Ocidente, todas elas lidam com o conceito de um deus principal e centenas ou até milhares de deuses que ocupam vários postos hierárquicos mas todos são dignos de oferendas, respeito, devoção e até MEDO, o que sempre coloca os devotos dessas crenças em posição INFERIOR à dos deuses que eles adoram.

Nas religiões africanas temos, também, todo um panteão de divindades, com suas atribuições do que controlar e, diferindo dos deuses asiáticos, tais entidades se assemelham mais a nós humanos, apresentando características como raiva, ciúme, inveja, simpatia ou antipatia pelos seguidores e parecem se agradar das oferendas recebidas e se ressentirem quando nada recebem dos humanos. Ainda assim, continuamos na mesma linha de raciocínio do MEDO e dependência de coisas SUPERIORES a nós.

Outro aspecto importante, que todas as religiões têm em comum é o caráter LOCAL, limitado a este planeta. A Lei de Moisés, o Al-Quran, a Bíblia etc TODOS apresentam uma literatura aplicável SOMENTE ao nosso planeta, à nossa realidade. Nenhum desses livros se refere à uma realidade VÁLIDA EM QUALQUER PONTO DO UNIVERSO. Tais fatores marcam claramente a diferença entre as religiões citadas e o Buddhismo (Budismo).

Vejamos! O Buddha (Buda) não era um deus, nem profeta ou mensageiro de qualquer ser divino. Muito pelo contrário! Ele era um príncipe, e tão humano quanto eu ou você, que sempre se mostrou atormentado, confuso e deprimido, cheio de dúvidas e crises existenciais. Só isso seria o suficiente para mostrar que nada tinha de superior a qualquer outro ser vivo!

Passou seis anos, cometendo todo tipo de tolice, em busca das respostas para sanarem suas crises, sua busca pela felicidade e, quando finalmente, debaixo daquela figueira enorme sozinho e abandonado por seus amigos, ele SE ILUMINOU, tornando-se O BUDDHA, um título que quer dizer AQUELE QUE PURIFICOU DE TODO A MENTE E SE LIBERTOU, ele, de início, nem ao menos pensou em angariar seguidores. Se hoje temos o chamado Buddhismo (Budismo), foi algo que ele relutou muito em formar.

O Buddha (Buda) nunca impôs as regras que idealizou baseando-se em medo. Nunca ameaçou ninguém com castigos e sempre afirmou que não era líder de coisa alguma, apenas permitia que as pessoas o seguissem, usando de Sabedoria para responder aos questionamentos infindáveis delas, até por entender que ele nem sempre teve quem respondesse aos seus próprios antes de se iluminar!

Como vocês podem ver, isso não corresponde a nenhuma estrutura religiosa. Pelo menos não nos padrões que vimos acima! Como em qualquer comunidade, era necessário, para o bem de um convívio harmonioso, que houvesse REGRAS, um Código Disciplinar e, mais uma vez, sem basear NADA em medo de ser castigado, o Buddha (Buda) teve que criar tais regras – só isso!

Mas, acima de tudo, o que mais diferencia o Buddhismo (Budismo) das chamadas religiões, é o caráter UNIVERSAL do que o Buddha nos ensina. Enquanto que as religiões têm regras e mandamentos limitados à espécie Humana, no nosso pequeno e insignificante planetinha, uma bolinha azul e branco, flutuando na imensidão de zilhões de galáxias, a realidade do Buddhismo é válida em qualquer ponto dessas mesmas galáxias! Isso porque o Buddhismo não prega a existência de qualquer deus salvador, um messias, em carne e osso, combinando um aspecto humano a uma natureza divina, que virá ou voltará a este mundo (dependendo da visão de cada crença). Nada ou ninguém no Buddhismo virá, como ser superior a nós, para nos conduzir a qualquer tipo de paraíso, lotado de prazeres que satisfação APENAS ao nosso padrão Humano de existência.

O Ensinamento do Buddha, baseado na Inquietação Mental, nas Origens dessa inquietação, na Cessação da Inquietação e no Caminho para chegarmos a essa cessação, é algo tão válido aqui, no nosso pontinho azul e branco, quanto em qualquer outro ponto distante neste ou em outros universos!

Qualquer que seja o alienígena, aflito pela Inquietação Mental, se ele tiver acesso ao Ensinamento do Buddha (Buda), sem duvida alguma, chegará à felicidade eterna, com a Cessação do que o inquietava. Esse é o grande diferencial entre o Buddhismo (Budismo) e as religiões! Acredito, sinceramente, que alguém que siga corretamente, com início, meio e fim a proposta religiosa apresentada, poderá ser feliz até um certo grau de felicidade. Porém, eu não seria um monge buddhista (budista) se não tivesse certeza absoluta de que o Caminho proposto pelo Buddha (Buda) é o único totalmente confiável para extinguir definitivamente todo e qualquer tipo de inquietação mental e nada tira de mim a certeza do caráter não-religioso e totalmente universal do Buddhismo (Budismo).


Fiquem todos em Paz e protegidos!


悟海師父

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