PEQUENAS GRANDES PERGUNTAS FAZEM A PRÁTICA




Sukhí Hôtu!🙏


Quando cuidamos do nosso corpo, temos que, constantemente, fazer uma série de coisas. Algumas delas, não nos esquecemos, como escovar os dentes, lavar o rosto ou tomar banho. Há as coisas que o próprio corpo nos lembra, como ir ao banheiro ou assoar o nariz, quando estamos resfriados. Mas, há também as coisas que, por diversas razões, acabamos esquecendo de fazer e temos que nos esforçar para manter nosso corpo funcionando. Quem nunca teve uma dor de cabeça por ter esquecido de beber água? No verão, temos sede toda hora mas, se moramos num lugar frio, como onde eu vivo, acabamos esquecendo de beber água.


A mente também exige cuidados, talvez até muito mais que o corpo e o Buddhismo (Budismo) é o treinamento elaborado pelo Buddha (Buda) para cuidarmos direitinho de nossa mente. Ela é rebelde, voluntariosa, curiosa e cheia de manias. Gosta de ser atendida, a tempo e a hora e muda de opinião a qualquer momento ou se prende a determinado ponto de vista e parece não desistir dele nunca! A mente, quando não controlada, assume o poder e isso só nos traz problemas. O Buddha sabia muito bem disso porque ele mesmo foi mandado pela mente até que, com esforço e muita dedicação, reverteu a situação e se tornou senhor da própria mente. Por isso ele nos deixou regras que, se seguirmos do modo correto, também nós poderemos nos tornar buddhas, seres iluminados e livres de toda inquietação mental.


Temos que seguir regras, temos que ser eficientes e alertas, porque a mente não é fácil, ela é esperta e não vai querer ser domada, afinal, se acha a dona da situação e gosta dessa posição. Mas, como começar?


Parar tudo o que está fazendo e perguntar a si mesmo: Onde estou? Como estou? O que estou sentindo neste exato momento e por quê? Pode parecer loucura mas, são perguntas que raramente as pessoas fazem a si próprias, se é que alguma vez se perguntaram. As pessoas vão levando a vida, como troncos que correnteza do rio leva. Não se questionam sobre coisa alguma. Passam de um dia para o outro sem se autoavaliarem, sem se perguntarem como estão e o que estão fazendo de suas vidas. Apenas passam…


Quando começamos a questionar a nós mesmos sobre o que está nos agradando, o que nos está incomodando e a razão de nossas reações diante do que a vida nos apresenta, começamos a conhecer a nós mesmos e a não deixar que a mente faça tudo o que quiser. Essas pequenas perguntas, feitas, de início, uma ou duas vezes por dia, podem (e devem!) se tornar cada vez mais constantes, até que se tornem um hábito. Dessa forma, em vez de simplesmente passarmos por um dia, estaremos realmente atentos e alertar para vivermos o dia! Aquilo que nos agradar, saberemos que nos agradou e o que nos perturbar, conhecermos a razão de nos sentirmos perturbados. A isso, o Buddha chamou, tecnicamente de “SATÍ” ou Atenção Plena. Quanto mais “satí” desenvolvermos, menos seremos pegos de surpresa quando as variações da vida, as coisas que nos pegariam de surpresa, vão nos perturbar ou nos deixar empolgados demais. Isto porque estaremos alertas, cientes do que acontece dentro e em volta de nós.

Até mesmo as próprias reações físicas, como fome, sede, calor ou frio e outras sensações, estarão mais controladas porque, quando paramos e nos perguntamos, nos avaliamos, poderemos descobrir que nosso mau humor, por exemplo, é por causa da fome… Muita gente chega a se esquecer de almoçar ou jantar por estar envolvido demais no trabalho. O corpo reage em forma de mau humor, causado pela fome!


Com esses pequenos exercícios de parar e perguntar a si mesmo como está, cada um pode corrigir a tempo o que está errado. Lembrem-se de que ninguém pode ajudar ao outro sem antes conhecer bem a si mesmo! Isso é um Ensinamento fundamental o Buddhismo. Afinal, não podemos oferecer a alguém aquilo que não temos para nós mesmos. Antes de tudo, a prática do Buddhismo é de autoconhecimento profundo para, aos poucos, desenvolvermos Sabedoria. Uma vez que já tenhamos alguma Sabedoria, só então saberemos agir com compaixão, com tolerância, paciência e compreensão do que os outros realmente necessitam e, sabedores disso, poderemos realmente ser de valia para quem nos pede ajuda.


Fiquem todos em Paz e protegidos!


Ajahn Sunanthô Therô

18 visualizações

Contatos:

(54) 3244-6027

dragaododharma@gmail.com

Endereço: 

Loteamento Alpes de São Francisco, Rua 3 - 401

São Franciso de Paula, RS - CEP: 95400-000

© 2020 

Criado por Gustavo Pavanello e Thairiny Silva

  • Templo Dragão do Dharma - Facebook
  • Budismo Brasil - YouTube
  • Budismo Brasil - Instagram
  • Twitter