SIHA SUTRA: O ENSINAMENTO DO LEÃO



Dajia hao!


Para aqueles que, mesmo se considerando buddhistas e praticando o Buddhismo, ainda têm a visão incorreta de que existe um EU, um ego ou qualquer essência de individualidade sagrada em nosso corpo, este Ensinamento do Buddha deixa bem claro que nada disso existe. Não há nada de “eu” que possa ser encontrado em nenhum de nós...


SIHA SUTRA

O Ensinamento do Leão


“Bhikshús (monges), o leão, o rei dos animais, ao anoitecer sai do seu covil. Ele se espreguiça, inspeciona as quatro direções, ruge o seu rugido de leão três vezes e depois ele vai em busca da caça.


“Agora, quaisquer animais que ouçam o rugido do leão, a maioria é agarrada pelo medo, agitação e terror. Aqueles animais que vivem nos buracos, se escondem nos buracos; aqueles que vivem nas florestas se refugiam nas florestas; e os pássaros se elevam no céu. Todos os elefantes reais que vivem nos vilarejos, cidades ou capitais, amarrados com fortes correias de couro, arrebentam e rompem essas correias e passando urina e excremento, correm em todas as direções apavorados. Tanto poder, Bhikshús, tem o leão, o rei dos animais, sobre os outros animais, tão poderosa é a sua influência e majestade.


“De modo semelhante, Bhikshús, um Tathágata (título usado pelo Buddha para chamar a si mesmo) surge no mundo, um Arhat (alguém já iluminado), perfeitamente iluminado, consumado no verdadeiro conhecimento e conduta, bem-aventurado, conhecedor dos mundos, um líder insuperável de pessoas preparadas para serem treinadas, mestre de Dêvas (seres renascidos em outras dimensões, chamados de Seres Celestiais ou deuses) e humanos, desperto, sublime. Ele ensina o Dharma (o Ensinamento do Budha) assim:


‘Assim é a forma, essa é a origem da forma, essa é a cessação da forma; essa é a sensação ... a percepção ... as formações volitivas ... a consciência, essa é a origem da consciência, essa é a cessação da consciência.' “Então, Bhikshús, quaisquer Dêvas que existam – com vida longa, belos, cheios de felicidade, vivendo por muito tempo nos seus paraísos celestiais – eles também, ao ouvirem o Dharma ensinado pelo Tathágata, a maioria é agarrada pelo medo, agitação e terror, e exclamam: ‘Oh, nós que pensávamos sermos permanentes somos na verdade impermanentes. Nós que pensávamos estarmos seguros estamos na verdade inseguros. Nós que pensávamos sermos eternos somos na verdade não-eternos. Portanto de fato somos impermanentes, inseguros e não-eternos e estamos dentro da esfera da identidade.’”


"Tanto poder, Bhikshús, tem o Tathágata sobre o mundo com os seus Dêvas, tão poderosa é a sua influência e majestade."


Isso foi o que o Buddha disse.


Tendo dito isso o Mestre disse ainda mais:


"Quando o Buddha, através do conhecimento direto, coloca em movimento a roda do Dharma, o Mestre insuperável no mundo com os seus Dêvas [torna isto conhecido]:


"A cessação da identidade e a origem da identidade, também o Nobre Caminho Óctuplo que conduz ao fim de toda inquietação mental (Dukkha). "Então aqueles Dêvas com vida longa, belos, resplandecentes na sua glória, são tomados pelo medo e terror, tal como os animais que ouvem o rugido do leão.


"'Nós não transcendemos a identidade; pelo que parece somos impermanentes.' [Assim eles dizem] tendo ouvido os Ensinamentos do Arhat (neste caso, O Buddha), o Liberto."


Samyutta Nikaya XXII.78

Fonte: Acesso ao Insight

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