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(54) 3244-6027

wuhaishifu@gmail.com

Templo Budista

Loteamento Alpes de São Francisco, Rua 3 - 401

São Franciso de Paula, RS - CEP: 95400-000

Agende sua visita nos telefones indicados.

 

Se estiver de passagem pelo local e REALMENTE tiver tempo para sentar e ouvir Ensinamentos sobre Budismo diretamente do Shifu (monge), todos são muito bem-vindos para tocar o sino do portão.

 

Reuniões aos Sábados ou Domingos, a partir das 15h.

Cadastre-se para participar por vídeo, caso não possa comparecer .

SOBRE A PRÁTICA DE RITUAIS BUDDHISTAS

Atualizado: 28 de Ago de 2018



Dàjiā hǎo!


ÁTCHÁRÁ – आचारा


A palavra “Átchárá” em Sânscrito, significa “Rituais” em geral, mas sempre relacionados a uma prática religiosa. Enquanto que o Hinduísmo, ambiente espiritual no qual nasceu o Buddha, tem diversas práticas ritualísticas, o Buddhismo original, conforme foi idealizado pelo Buddha, nunca incentivou qualquer aspecto ritualístico – muito pelo contrário! O Buddha sempre afirmou que seu Ensinamento (Dharma) se baseava no cultivo mental apenas. Para praticarmos o Buddhismo, devemos nos valer da Atenção Plena, desenvolvida a cada instante, para purificarmos a mente, praticarmos a Compaixão e as demais virtudes e, gradativamente nos livrando de todo apego que nos bloqueia, completarmos um nível de Sabedoria tal, que faça surgir em nossa mente a Iluminação – o Estado Mental de Nirváña.


Teoricamente, isto é fácil de entender. Porém, na vida prática, vemos que a coisa é bem menos simples do que parecia! Para a grande maioria das pessoas, praticar isoladamente um Caminho que é exatamente a “contra-mão” do que prega a sociedade consumista e vorazmente competitiva onde vivemos, não é uma tarefa fácil. Não é de se admirar que o Buddhismo seja chamado de “O Caminho do Solitário”. A ideia de que tudo depende SÓ DE NOSSO ESFORÇO INDIVIDUAL, sem qualquer ser superior que nos ajude e nos salve, pode ser até aterrorizante, para quem nasceu e cresceu condicionado aos valores judaico-cristãos. Aliás, mesmo povos que NUNCA foram ensinados sobre tais valores, encontram uma grande necessidade de se apoiarem em coisas místicas e supostamente superiores ao ser humano, mesmo dentro da prática do Buddhismo! Fazer prostrações, acender lamparinas, velas e varetinhas de incenso, são demonstrações de que o cultivo mental necessita de elementos mais palpáveis onde se apoiar.


Daí a tolerância do próprio Buddha, sempre que as pessoas se aproximavam dele trazendo oferendas. Embora ele entendesse que tais coisas eram desnecessárias (para que um ser Totalmente Iluminado precisaria de um ramo de flores???), também sabia que, para pessoas com menos cultivo mental, fazer oferendas a ele era algo importante, que vinha do fundo de seus corações.


Analisando claramente, se para muita gente o tal “Caminho do Solitário” é tão difícil de ser percorrido, a prática ritualística dentro do Buddhismo é uma forma das pessoas se encontrarem, se reunirem em torno de um objetivo comum e, de modo mais profundo, também a prática de BOM KARMA, criando uma energia pura e positiva que, inegavelmente, ajuda no equilíbrio do Universo.


É importante, no entanto, que as pessoas realizem rituais conscientes do que cada um deles significa, não correndo o risco de fazerem tolices impensadas nem de desvirtuarem a prática como consequência da ignorância sobre o ritual. Como exemplo disso, vemos muita gente pensando que nós buddhistas adoramos a imagem do Buddha, ao verem que fazemos prostrações diante dela. Em vez de entenderem que a prostração é uma prática de humildade e, a forma asiática de expressar gratidão aos pais, professores e Mestres, elas pensam que somos idólatras em adoração a uma escultura de gesso…


Rituais, desde que sejam um apoio, um fortalecimento para o cultivo mental e produção de bom karma, devem ser, antes de mais nada, profundamente entendidos, dissecados em cada pequeno ato da prática, pois, só assim terão significado. Fazer algo por mera imitação, por achar “lindo” ou porque sempre foi praticado pelos ancestrais, nada tem de construtivo, nada tem de agente cultivador da mente.


Wú Hai Shifu


TODO TIPO DE DOAÇÃO é sempre muito bem-vindo e necessário. Qualquer pessoa pode exercitar a prática da virtude da generosidade, doando alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal etc. Doações financeiras, de qualquer valor, podem ser feitas através da página CONTRIBUA.

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