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(54) 3244-6027

wuhaishifu@gmail.com

Templo Budista

Loteamento Alpes de São Francisco, Rua 3 - 401

São Franciso de Paula, RS - CEP: 95400-000

Agende sua visita nos telefones indicados.

 

Se estiver de passagem pelo local e REALMENTE tiver tempo para sentar e ouvir Ensinamentos sobre Budismo diretamente do Shifu (monge), todos são muito bem-vindos para tocar o sino do portão.

 

Reuniões aos Sábados ou Domingos, a partir das 15h.

Cadastre-se para participar por vídeo, caso não possa comparecer .

SOBRE MUDAR O MUNDO



Dajia hao!


Enquanto que, no meio buddhista (budista), muita gente tem a visão distorcida de que o mundo pode, um dia, se tornar um palco de amor, compaixão e iluminação, a observação correta dos fatos – conforme o Buddha realmente nos ensinou e ressaltou durante anos, prova exatamente o contrário!


É como se uma criança fosse observada por um adulto, enquanto ela cava um buraco na areia da praia, bem à beira do mar… A criança pensa que o buraco vai ser bem fundo… cava, cava, cava e, tão logo alcance alguns centímetros de profundidade, a onda traz areia e tapa o buraco! Não importa o quão rápido a criança volte a cavar, o buraco será tapado novamente na próxima onda ou na seguinte! O adulto, observando a cena, acha engraçada a ingenuidade da criança, porque sabe que seu esforço é inútil, é pura falta de visão correta! Da mesma forma, quem entende corretamente o Ensinamento do Buddha, percebe que o mundo é um lugar de eterna inquietação mental e é esta a natureza dele – imutavelmente um lugar de inquietação mental!


Não importa o quanto a gente se esforce, jamais conseguiremos mudar o mundo, até porque não é esta a nossa “tarefa” por aqui! Estamos no mundo, não como uma criança cavando buraco na praia, mas sim com o objetivo de nos tornarmos MADUROS quanto à nossa visão e nos empenharmos em sair deste mundo, para nunca mais renascermos por aqui, sob forma alguma! Os momentos bonitos, românticos, nostálgicos, alegres etc que o mundo nos apresenta, são apenas uma trégua, uma calmaria, um intervalo entre uma inquietação e a seguinte. Não podemos nos iludir de que a beleza desses momentos será permanente e, embora isso possa parecer terrível e totalmente pessimista, na verdade é um alerta para aproveitarmos os bons momentos tanto intensamente quando conscientes de que serão passageiros, impermanentes e, portanto, traiçoeiros, se pensarmos em nos apegar a eles e nos iludirmos de que serão eternos.


O que estou tentando explicar, pode soar como se o Buddhismo fosse algo derrotista, deprimente, assustador… Quem o interpretar assim, estará pensando como se o adulto, ao observar a criança à beira do mar, achasse que o mar é cruel com a criança, por continuar tapando o buraco que ela tenta cavar. O mar está simplesmente mantendo seu ritmo natural de ir e vir, indiferente ao que a criança está fazendo. Da mesma forma, o Buddhismo nos mostra que o mundo segue sua natureza, independentemente se o achamos justo, injusto, bonito, feio, compassivo ou cruel!


Foi isso que o Buddha (Buda) entendeu, ao se iluminar! Ele entendeu profundamente e aceitou a natureza do mundo e, só assim, sua inquietação terminou. Só com esse profundo entendimento, a inquietação que o acompanhava e atormentava desde a infância, finalmente foi extinta. Seguir o que o Buddha nos ensinou, é a única fórmula para também nós nos iluminarmos e, enquanto não aceitarmos isso, não teremos futuro algum, mesmo que nos chamemos de buddhistas, porque estaremos nos perdendo em ilusões, supostamente dhármicas que, não estão de acordo com o que o Buddha nos mostrou.


Fiquem todos em Paz e protegidos!


Monge Wu Hai Laoshi

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